Rebanhão em Goiânia

Rebanhão em Goiânia

Quando estamos na igreja para adorar a Deus e cantamos ao lado de cinco rapazes ‘desconhecidos’ (alguns acham até que eles começaram ontem), nem sequer fazemos a mínima idéia do que eles tiveram que encarar para estarem ali.
Casados, muitos deles ainda são filhos e mesmo assim renunciaram momentos prazerosos com a família e amigos, para responderem ao chamado: ‘Ide por todo o mundo…’

Pedrinho, Carlinhos, Paulinho, Bruninho e Pablo podem até serem chamados de ‘Dinossauros da Música Gospel Brasileira’, não é deboche ou demérito, pois a verdade é que eles estão com o ‘Pé na Estrada’ há bastante tempo, mas o que começou como um pequeno rebanho, sem trocadilhos chulos, virou um Rebanhão…
São 37 anos de carreira que garantem a eles uma legião de seguidores, fãs, discípulos, conhecidos e até inimigos (quem não os tem, que atire a primeira pedra), mas poucos têm noção exata da dimensão do que eles enfrentam para levarem até vocês o ‘Som do Céu…’

Acordar e nem sempre tomar café, partir para o cansativo check-in dos aeroportos ou rodoviárias, encarar horas e horas no céu ou nas estradas sem fim (e nem todas são um tapete), chegando ao destino tem o cansativo translado para os hotéis ou para as casas dos irmãos, nem sempre a cama é gostosa e acolhedora, nem sempre a alimentação é saudável e nutritiva, por vezes estão com desconfortos (ou você acredita mesmo que eles nunca tocaram ou ministraram com alguma dor?), por vezes o vazio e a solidão mesmo diante de uma multidão é o ‘Grito de Silêncio’ que eles tem que engolir, pois o ‘público’ não está ali querendo ver cinco músicos abatidos, por isso, eles não podem serem ‘humanos’. Tem que engolir o choro e a dor…

Nem sempre são recebidos por pastores e líderes em excelência e o que dizer dos calotes ao longo dessa jornada… Vamos ‘abafar o caso’…
Por que eu estou dizendo isso?

Porque eu aprendi a respeitar esses ‘senhores’ não só pelas índoles ilibadas de cada um, mas também pelos esforços que fazem há mais de três décadas e poucos percebem que já conquistaram um lugar no paraíso por seus esforços – Mateus 11:12. Mas você até pode me dizer ‘Pastor Léo, esse texto não é baseado nesse tipo de esforço’ e eu vou dizer que você tem até uma certa razão, mas eu não consigo acreditar em um Deus que não olha com carinho para cinco dinossauros que enfrentaram 37 anos de uma jornada longa e perigosa e não garantem a eles um ‘Lugar no Céu’. Eles já tem uma ‘Casa no Céu’.

Eu vivi o início com o Janires na Tijuca (assisti como expectador) e também vi sentado na ‘fila do gargarejo’ o Carlinhos Félix fazer o primeiro Show-solo lá nos Tabernáculos da Lagoa, numa segunda-feira chuvosa (meu amigo e vizinho Emerson Pinheiro estava nos teclados), mas naquele dia eu falei para o Cristian de Assis (batera): O Carlinhos vai retornar pro Rebanhão.

Eu só não estava na ‘fila do gargarejo’ nos 35 anos pois eu estava internado… Se pudesse chegaria com 6 horas de antecedência para guardar o meu lugar na fila…
Amar esses meninos é amar a Deus, por que eles são muito mais do que 5 rostinhos bonitos, eles são cinco almas adoráveis… Esses cinco são a imagem e semelhança com o seu Criador.

Amo vocês!

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